quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Da janela do meu quarto

Imagem: Arte em Foto


De tarde o sol brilha radiante.
Da janela do meu quarto contemplo,
Àquela intensa luz ofuscante.

Não posso te olhar demais, a claridade de tuas chamas me cegam!



Edson Luz (13/09/2007 - São Paulo - SP)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A noite e seus amantes



Uma sinfonia noturna
Nos bares e nas noites,
Pelas estrelas sopram...
Notas como açoites.
Eu, você, nós,
O barulho do mar
E a luz do luar.

A orquestra natural
Com seus espectadores;
Vulgares criaturas
Sedentas do casual
Vítimas de si mesmos;
Completamente abalados;
Porém, noturnos e apaixonados.

O abalo do encontro,
Do desencontro ou
Do reencontro.

Ah... pobres coitados!
Na sinfonia noturna
A platéia deste conserto
É formada de desamparados,
Das paixões que enlouquecem,
Embriagam e depois; desaparecem.

A noite e seus amantes,
Seres fascinantes
Vivem toda a vida
Em poucos instantes.



Edson Luz (20/03/1991 - São Paulo - SP)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Desabafo de uma mente enferma

Imagem: Arte em Foto


Explorando o máximo
de todo meu ser:

vejo só seqüelas,
que me fazem padecer

Nesse círculo
bloqueador da cura,
caio de abismo em abismo
na mais cruel tortura.

Até quando verei capítulos,
desse enorme e trágico folhetim?
História de uma enfermidade
submissa a uma servidão sem fim.



Edson Luz (05/09/2007 - São Paulo - SP)

Memória



Memória!
Relembrar, reviver, flash back.
Eu e meu tempo
Passado passando a limpo.

Cabeça boa, esquecimento.
Cabeça ruim, aborrecimento.
Não lembrar? Esquecer?
É preciso manter,
Pra nunca desaparecer.

Memória!
Aminésia, Alzheimer,
Meu nada, limbo.
Muita coisa, riqueza de histórias.

Tudo perdido, desconfigurado.
Pra sempre... desconectado.
Não lembro o que falei
Ou se ao menos pensei!
Não sei...

Memória!
Que se faz viva,
Quando lembro do primeiro beijo,
Primeiro amor, primeira namorada.

Bons momentos, felicidade,
Situações que trazem... saudade.
O ontem agora projetado,
Revisto, repensado.
O ontem revisitado.

Memória!
Das tragédias que vi,
Das belezas que não participei.
Da alma em vida.

Passos falsos no tempo,
Escorregões à todo momento.
Nostalgias perdidas
Das minhas despedidas
Que não cicatrizam feridas.

In memorian, minhas vidas.



Edson Luz (25/05/2004 - São Paulo - SP)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Trem-Bala a nova locomotiva do tapa-buraco



O comentário atualmente no eixo Rio - Sampa, é o Trem-Bala, uma necessidade para facilitar o tempo de percurso entre as duas cidades. Não sei se será de prata ou superfaturado, com ou sem surfistas, se terá custo acessível ou facilitado à "alguns"? O importante, é que de agora em diante, poderemos desfrutar de um transporte moderno e seguro, como nos filmes estrangeiros: estações bem montadas, ostentando arquitetura do século XIX, vagões com aposentos, restaurantes, bares, salas de jogos e demais regalias. Da janela observaremos as belezas da nossa terra passando de fronte aos nossos olhares, um cartão postal sem igual. Essa grande maravilha que outrora foi o meio de transporte principal, estará em breve ao nosso alcance e voltaremos aos bons tempos, onde havia charme em viajar de trem.

Uma idéia louvável! Agora como o burro empurrará a carroça na sua frente (ou melhor, o vagão) eu gostaria de saber? Quem sabe com o mesmo sofrimento com o qual: veículos desviam dos buracos e aviões empacam. Diante de quantidade considerável de crises catástróficas, o governo toma fôlego e abre um novo percurso para locomoção da falta de planejamento, de preocupação com ações preventivas e de comprometimento com o cidadão.

Oriundo da época do Império, o sistema ferroviário evoliu pouco, acabou abandonado e hoje é deficiente em todo o Brasil. Em uma reportagem de televisão recente, foi mostrado a situação das linhas ferroviárias, da antiga Rede Ferroviária Federal. Uma realidade triste e mais uma obra do descaso. Trens apodrecendo, trilhos enferrujados e sendo cobertos pelo mato, estações abandonadas e nenhum investimento concreto à vista. Em países desenvolvidos o transporte ferroviário é uma grande alternativa, caminha acelerado ao lado de outros tranportes, evoluíndo décadas a fio. Caso o projeto vingar e se espalhar pela terra brasilis, vamos rezar para não haver algum tipo de apagão ferroviário ou choques de trens e blá, blá, blá.


terça-feira, 28 de agosto de 2007

O tempo e suas varreduras

Imagem: Arte em Foto


Só o tempo: repõe e faz passar,
tudo que de mágoa ficou
em espaços repletos de lembranças.
Um punhado de sujeira e de tolices,
que nem o choro dilacera.
Apunhalando corações
e espremendo mentes,
sufocando o ser em amarguras,
imperando o ódio e a tristeza.

O tempo que faz a varredura da vida,
espalha pelo limbo cinzas dos remorsos,
sempre a levar com uma nova clareza e realidade.
Sejamos escravos do tempo afim de sermos
livres de nós e auforriados do passado.
Então não haverá mais tristeza nem ódio
e o choro escorrerá noutro rumo,
da alegria de um novo encontro, de uma nova situação.

Tempo que varre
Tempo que limpa
Tempo que encobre
Tempo que pinta
Tempo que mente
Tempo que acaba
Tempo que começa
Tempo que sente
Tempo sem tempo
Tempo sem começo
Tempo sem fim
Tempo sem endereço

Enfim... não sei em que tempo estou,
se vou tê-lo ou não me dará tempo.
Só sei que do tempo quero tempo,
para fazer tudo a tempo,
sem perder tempo,
porque já não era sem tempo.
Imagine! O tempo que perco falando do tempo,
dizendo que ele varre a todo o tempo,
nossa vida o tempo todo.




Edson Luz (03/10/2002 - São Paulo - SP)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Lobão Acústico no Shopping Anália Franco, um show inesquecível

Em 26 de agosto último, pude apreciar mais um excelente show de música brasileira. O cantor e compositor Lobão apresentou o recém lançado "Acústico MTV", no Shopping Anália Franco, em São Paulo, trazendo versões acústicas para antigos e novos sucessos. Nesse novo trabalho, os saudosistas dos anos 80 puderam relembrar várias canções que embalaram uma época e as novas gerações conheceram um pouco mais de um artista polêmico e sempre atual. O público completamente eufórico entoava sucessos como: Rádio Blá, Essa noite não, Vou te levar, Revanche, entre outros. Em uma interação muito grande, Lobão cativava a todos com muita simpatia e bom humor comentando, a cada intervalo de uma música e outra, as situações e as idéias que motivaram as composições.

Um grande momento, merecedor de destaque, foi a homenagem a Raul Seixas, onde Lobão dividiu o palco com o guitarrista Edgar Scandurra, do Ira. O público delirou com os dois interpretando músicas do grande ídolo falecido à 18 anos. Inegavelmente um registro para ficar na mente de muitas pessoas e também, com as facilidades da tecnologia, na internet.

Dou parabéns a Rádio Eldorado, que à cinco anos, traz aos paulistanos, nomes expressivos da nossa música através do projeto "Grandes Encontros". São shows inteiramente gratuitos e levando um quilo de alimento não perecível, é possível ficar mais próximo do palco. Seria muito bom se tívessemos outras iniciativas desse tipo na cidade, facilitaria muito para as pessoas assistirem seus artistas prediletos e também contribuir com um trabalho social.

Abaixo uma lembrança do show:


Por tudo que for / Noite e dia